quinta-feira, 26 de maio de 2011

Girando em Berlim

Chegada do público ao teatro para o espetáculo "A Cura"

Espetáculo "A Cura" teatro Hau 1

Espetáculo "Corpo Estranho" teatro Hau 1

Bate-papo com o Público após espetáculo "A Cura"

Tur pela cidade de Berlin
Intervenção Urbana no shoping Alexia platz

A companhia Gira Dança acaba de chegar da Europa onde fez sua estréia internacional participando do 5° Festival BRASIL MOVE BERLIM de Dança Contemporânea, que aconteceu no ultimo mês de Abril na Alemanha, com a participação de dois espetáculos "A Cura" e "Corpo Estranho", além de uma Intervenção Urbana no shopping Alexia de Berlim. O festival contou ainda com a participação de companhias e bailarinos de várias regiões do Brasil, entre elas a Laso Cia. de Dança e André Masseno do Rio de Janeiro, Cia Angelo Madureira e Ana Catarina Vieira de Recife / São Paulo, Marcelo Evelin / Demolition Inc. + Núcleo Do Dirceu de Teresina, Charlene Sadd de Maceió, de Rio de Janeiro, Paula Carneiro Dias de Salvador e a palestra Ensino e produção da dança em natal: o exemplo da EDTAM com Wanie Rose de Medeiros .
A Dança levou o Rio Grande do Norte para Alemanha, e mais uma vez, a dança potiguar vem abrindo seus caminhos internacionais; não foi diferente para a companhia Gira Dança que levou a sua linguagem de criação coletiva e a proposta de ter em seu elenco a diversidade de corpos que unidos fazem a dança. Estávamos na Alemanha e sabíamos da nossa importância naquela cidade, naquele festival e no que iríamos apresentar, nosso foco era deixar nossa dança envolver a cada um que nos assistia. O espetáculo A Cura que mexe com o cotidiano, a cultura e a reflexão das pessoas, ao final de cada sessão, os bailarinos ficavam surpresos com a maneira que o público vinham-lhe agradecer, com um calor emocionado e difícil de descrever, uma reação que ficará marcada para cada um de nós.
No penúltimo dia do festival houve "A Grande Noite das Óperas e Teatros" onde em todos os teatros da cidade aconteceram eventos simultâneos que começaram a partir das 19h e foram até 00h com espetáculos de dança, teatro, música e etc. Gira Dança participou da Grande Noite apresentando o espetáculo Corpo Estranho no teatro HAU 1 dividindo o palco com a Laso Cia. de Dança do Rio de Janeiro, cada cia se apresentou três vezes em forma de revezamento e cada sessão com públicos diferentes. Uma experiência totalmente nova para os bailarinos que nunca tinham dançado nesse sistema de revezamento numa mesma noite.
Todas essas experiências tiveram uma importância fundamental, para quem faz a companhia Gira Dança e para quem faz a dança no Rio Grande do Norte, e é mais uma prova de que estamos no caminho certo, porque sabemos que não é fácil sair do Brasil e levar a nossa dança para outros países, conhecer outras culturas e se alimentar de intercâmbios fortalecendo mais e mais a arte de danças em nossa cidade.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que é o Projeto Corpo Experimento


O projeto Corpo Experimento proposto pela bailarina Jaquelene Linhares propõe a companhia Gira Dança o estudo de princípios de movimentos do corpo do bailarino com e sem deficiência. O sentido da palavra experimento nesse projeto de pesquisa está direcionado a vivência metodológica de processos de criação em dança, na busca de compor um material expressivo e consciente, relacionado a particularidade do corpo na individualidade e coletividade de sua existência na atividade artística da dança.
O processo metodológico da investigação delineia-se pela observação, planejamento coletivo, reflexão e redirecionamento das ações, configurado pelo diálogo permanente com os sujeitos envolvidos na pesquisa.
O diálogo no cotidiano dançante promove um dançar imbuído, com estruturas que colocam em questões: condições, elementos, formas, experiências e situações do dançar. Uma relação dialógica na qual gesto e palavra promove a ação e reflexão, em um contínuo de possibilidades que vão formulando a práxis artística. “Os homens são seres do que fazer é exatamente porque seu fazer é ação e reflexão. É práxis” (FREIRE, 2005, p.141).
A demanda corporal que constitui a investigação, corpos com e sem deficiências, suscita questões referentes a: como esses corpos se mexem, quais são as suas reais limitações, de que maneira acontece o diálogo no momento da criação da dança entre esses corpos? A dança proposta é possível de diálogo? A percepção e análise dessa realidade será o fio condutor da construção do campo semântico para a criação da dança.
Acreditamos que a construção desse campo de sentido viabilizará aos sujeitos da pesquisa conceber que a dança se articula com o desenvolvimento cognitivo, ou seja, quem dança é o corpo, e o corpo em movimento produz conhecimento a partir de processos investigativos mediadores da percepção de como acontece o movimento corporal proposto pelo ato de dançar.
Nessa perspectiva, a concepção de dança abordada nesse estudo reflete sobre essa expressão, não mais como constituições lineares de passos coreográficos ou discussões de códigos específicos, mas sim, como um lócus possível de análise e problematização, no qual os sujeitos envolvidos no processo de criação possam contribuir de maneira ativa e consciente na produção coreográfica.
Sendo assim, é por meio desse ambiente investigativo que estamos construindo e compondo o “Corpo Experimento”, um diálogo entre as singularidades e as pluralidades dos corpos imbuídos na pesquisa.

Fonte: Jaquelene Linhares
Blogger: http://corpoexperimento.blogspot.com/

terça-feira, 10 de maio de 2011

COMO FOI? 3ª ETAPA DO CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA E A PARTICIPAÇÃO DO GIRA



FOTOS: PEFORMACE DA CIA. GIRA DANÇA NO BECO DA QUARENTENA

Cobrir edições do Circuito Cultural Ribeira tem virado missão impossível para uma pessoa só. São tantos espaços com programação que dá uma certa agonia de estar vendo uma coisa sabendo que tem outra ao mesmo tempo que você também queria conferir. Problema bom que só os grandes eventos proporcionam. E foi exatamente nisso que o Circuito Cultural Ribeira se transformou: numa grande celebração da cultura potiguar.

Logo cedo deu para acompanhar a “batalha campal” da produção do circuito para deixar o Beco da Quarentena limpo. Segundo relatos, de sexta até domingo – o dia da atividade – o espaço foi limpo (e logo em seguida aparecia sujo) mais de cinco vezes. A iluminação pública colocada para o circuito também foi roubada. Depois de uma persistência épica em prol do processo educativo que envolve uma ação com essa, a Lavagem do Beco da Quarentena aconteceu de maneira apoteótica e arrepiante com vários grupos percussivos liderados pelas meninas do Rosa de Pedra, simpatizantes do bairro e pelo grupo Gira Dança, batendo os tambores e entoando cânticos para espantar as más vibrações que pudessem existir no lugar. Foi uma das coisas mais bonitas que já presenciamos na Ribeira.

Quando essa parte “de rua” acabou, a programação das casas já estava fervendo e foi muito difícil escolher o que assistir por dois motivos: o primeiro é que escolher programação não foi fácil e o segundo era a total lotação de praticamente todos os espaços. Não temos números oficiais mas achamos que mais de 10.000 pessoas circularam pelo bairro sem medo de errar.

Na Casa da Ribeira deu para ver a excelente estréia de Quitéria Kelly no espetáculo infantil Castelo de Lençóis e de relance vi a atividade do Espaço a Deriva com a encenação Procura-se. Uma ótima atividade de teatro oferecida para a comunidade.

O Jazz e o samba de raiz ficaram em destaque na programação da Rua das Virgens com bons momentos vindos do Consulado Bar e Buraco da Catita. Demos uma escapada para ver rapidamente a programação de reggae no Cultura Clube, que não fazia parte oficialmente da programação mas que somou bastante. Estava absolutamente lotada a casa.

A parte de música com maior fluxo de pessoas aconteceu mesmo na Rua Chile, principalmente pelo acúmulo de espaços que existem na região. Centro Cultural Dosol, Armazém Hall, Central Ribeira e Galpão 29 fizeram a alegria das milhares de pessoas presentes no domingo bonito da Ribeira.

O Centro Cultural Dosol esteve abarrotada o tempo inteiro com o excelente programa de shows proposto. Destaque para o tríade SeuZé, Camarones Orquestra Guitarrística e Talma&Gadelha que fizeram o público dançar e cantar do começo ao fim.

O Rosa de Pedra encerrou de maneira apoteótica a Lavagem do Beco da Quarentena com um show lindo, tendo no final a participação do grupo de percussão levando o público para fora do Armazém Hall. O Central Ribeira ficou com toda as mesas ocupadas para conferir a Orquestra Boca Seca com participação de Diogo Guanabara. No Galpão 29 os DJs deixaram o espaço lotado com destaque para o show do Emblemas Funk.

O fato é que o Circuito Cultural Ribeira só teve três edições e já se transformou numa das principais ações de cultura da cidade. Não sabemos onde vai parar, mas esperamos que não pare nunca. Até a próxima edição.

texto: http://circuitoculturalribeira.com.br/
fotos: http://www.flickr.com/photos/dosol/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gira dança e Art`facto Cia de Dança montam Espetáculo de Dança Contemporânea

Bailarinos do Art`Facto em processo de montagem

Anderson Leão em montagem do espetáculo

Bailarino Danm silva do Gira dando aula no Art`Facto

O Sertão Sou Eu”. Esse é o nome do espetáculo do grupo Art'facto, do município de Pendências, cuja montagem está sendo assessorada pelos bailarinos e o diretor artístico Anderson Leão da companhia natalense Gira Dança. Baseada na obra “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, a produção tem patrocínio do Programa BNB de Cultura – Parceria BNDES.

Desde o início de março, são realizados encontros visando à capacitação dos integrantes do Art´facto. Existente desde 2008, o grupo conta com pessoas com e sem deficiência no seu corpo de baile. O diretor artístico, Dionlenes Pereira Dias, explica que o coletivo nasceu com a proposta de oportunizar aos jovens o desenvolvimento de habilidades na convivência social e artística, bem como sensibilizar e despertar a população para o fato da deficiência física não ser impedimento para a arte.

Para ele, além da criação do espetáculo, a parceria com a Gira Dança oferecerá suporte administrativo, técnico e coreográfico, ampliando as perspectivas para realização de projetos futuros em benefícios dos jovens da região.

O diretor da Companhia Gira Dança, Anderson Leão, destaca que, durante os encontros, são promovidos diálogos que incentivam a prática da pesquisa, valorizando a raiz e os experimentos coreográficos do cotidiano nordestino. “Estamos trabalhando para que eles entendam e utilizem processos de um trabalho conceitual de qualidade na linguagem da dança contemporânea”, diz.

Anderson Leão avalia os benefícios da ação: “A experiência tem sido gratificante para todos. Encontramos em Pendências uma realidade semelhante a que vivíamos quando iniciamos o Gira Dança, as mesmas dificuldades e medos. Nesse primeiro momento, a dança contemporânea tem causado certo estranhamento na cidade, mas a comunidade está envolvida e apostamos nos resultados”.

Além da criação coreográfica, os grupos também são responsáveis pela produção de figurinos e materiais cênicos. A previsão de estreia é no mês de julho, com temporadas em Pendências e Alto do Rodrigues.

Pioneirismo - Gira Dança é uma companhia natalense de dança contemporânea formada por pessoas com e sem deficiência física que tem como proposta artística ampliar o universo da dança por meio de uma linguagem própria, voltada para o conceito do corpo como ferramenta de experiências.

Entrevistas e informações adicionais:

Dionlenes Pereira Dias - Art'facto
(84) 3522-2891, 9902-3142 e dionlenes@hotmail.com

Anderson Leão - Gira Dança
(84) 9132.4900 e andersongira@gmail.com

Fonte:
Luana Batista da Silva

Assistente de Comunicação, Propaganda e Cultura
Contratada da Empresa Fortal Empreendimentos Ltda
Superintendência Estadual do Banco do Nordeste no RN
Tel.: 84 3133-3227 Fax.: 84 3133-3203